sábado, 26 de setembro de 2009

Valendo CEM MIL REAIS! Danilo vai para o jogo ou não?


Se essa pergunta fosse feita para os universitários da oposição, alunos daquele ex-presidente que levou a fama pelos títulos da era Parmalat, a resposta seria previsível. NÃO!
Nada a se estranhar, da parte de quem sucateou o Palmeiras por inteiro e se serve de veículos de comunicação obscuros para alardear falsas notícias sobre nossas AINDA não vigorosas finanças.
Mas temos que exaltar a atitude de uma pessoa competente e comprometida com o futuro do patrimônio, seja financeiro, seja da marca Palmeiras, como o gigante Belluzzo que sabe mais do que ninguém separar gastos de investimentos, assim como se separa o joio do trigo.
Foi uma jogada de mestre aliada com uma pitada de sorte. Aliás, dizem que sorte nada mais é do que o encontro da oportunidade com a competência.
Está aí o resultado, um investimento de cem mil reais que garantiu nossa vitória hoje frente a um persistente Atlético Paranaense, muito bem armado pelo eterno delegado Antonio Lopes. E Belluzzo mais uma vez premiado por uma atitude tomada para o bem do Palmeiras. (Lembrem-se que esses 3 pontos podem interferir diretamente na conquista do título e de tudo o que vem agregado, como premiações, presença de publico no estádio e uma marca valorizada na hora de renegociar contratos de patrocínio).
Danilo nos salvou no jogo de hoje, fazendo valer cada centavo da multa contratual que o impedia de entrar em campo contra o time dono de seus direitos federativos.
Um gol de oportunismo lá na frente e uma salvadora e milagrosa bola afastada quase em cima da linha, lá atrás, quando o Palestrino já esperava pelo pior no chute do desmarcado Paulo Baier quando não nos restaria quase nada de tempo para tentar um novo desempate.
E pra dividir o Motorádio com o zagueiro, um levando a moto e o outro o rádio, não podemos cometer a heresia de não citar as defesas milagrosas de São Marcos. Hoje foram mais algumas para o cartel do maior goleiro do mundo, fundamental a todo instante e que continua sendo a humildade em pessoa em não querer o mérito exclusivo pelo resultado e sim preferir dividi-lo com todo o grupo (a cotovelite aguda com reflexo de dor até o nariz continua firme e forte do outro lado do muro, afinal, quem nasceu pra "é" nunca vai "ser" o mais respeitado).
Mas São Marcos é sábio e experiente e sabe que dessa forma ele consegue mostrar o que é Palmeiras para os demais jogadores que não tiveram a oportunidade de nascer Palmeirenses ou para aqueles que apenas jogam por dinheiro.
Um time unido e focado como a muito não se via no Palestra, detalhes fundamentais para quem quer conseguir algo a mais na vida de boleiro, pra quem quer ter seu nome eternizado na história de um dos maiores clubes de futebol do mundo, nosso eterno Palestra.
O mais importante conquistamos hoje, ainda que esses 3 pontos tenham vindo com muita dificuldade, já que o time não encaixou e sentiu os desfalques, principalmente de Cleiton Xavier aquele que joga com o silêncio, mas falando mais alto que todos no meio campo.
Destaco também a estréia de Figueroa no jardim suspenso e assim como no Mineirão, mostrou personalidade e foi premiado com a abertura do placar, num gol de grande oportunismo, e que de forma impositiva chegou na corrida pra guardar e sair pro abraço.
A filosofia do Muricy aos poucos vai sendo implantada e o Palmeiras vai cada vez mais amadurecendo em campeonatos pontos corridos, onde vale muito mais ganhar por um gol de diferenca de forma burocrática do que empatar jogando muito bem, isso sem contar com o suporte dos bastidores, o apoio incondicional do staff do Palmeiras, partindo do presidente, passando pela diretoria de futebol e chegando até o roupeiro.
E a torcida, parte vital dessa estrutura vai se acostumando com isso, cornetando muito menos e evitando assim atrapalhar o psicológico do time que encara todo jogo como uma guerra.
A próxima batalha, indigesta por sinal, é no litoral, contra o time do CEO* do Iraty, que está louco pra mostrar que não deveria ter sido demitido. Aliás, nada anormal da parte do pofessô que adora cultivar esse lado maligno da vingança. Coitado, vítima do próprio ego e cada vez mais decadente.
Temos uma sequencia de jogos que aparentemente são simples mas onde não podemos vacilar e se vencermos os jogos contra Santos, Avaí e Nautico, acredito numa diferenca de 7 pontos pro segundo lugar até lá, daí é só administrar sem perder o pique.
O Enea está um passo mais perto.
Eu acredito.


*(CEO, sigla de Chief Executive Officer, como os "gringos" costumam chamar o mais importante executivo dentro de uma empresa, um cargo bem menor que o ego do homenageado)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

DIDIego Souza e a arte sendo escondida.



Não leitor, não errei no título, muito menos gaguejei.
Foi apenas um trocadilho pra lembrarmos de uma figura muito especial do futebol brasileiro.
O Mr Football, ou Príncipe Etíope como costumava chamá-lo, Nelson Rodrigues.
Estou falando de Didi, grande meio campista brasileiro, destaque no Botafogo do RJ, eleito melhor jogador da Copa do Mundo de 1958 e autor do primeiro gol do Maracanã.
Mestre Didi se notabilizou por ser o criador do chute de trivela, ou 3 dedos, como queiram, depois batizado pelo comentarista Luis Mendes como Folha Seca.
Um chute inovador, com a parte externa do pé, que povocava um efeito contrário na bola, uma subida cadenciada e uma queda repentina, atrapalhando qualquer reação dos goleiros adversários.
E foi isso o que aconteceu quarta-feira (23/09/2009) no estádio do Mineirão em Belo Horizonte, numa falta cobrada por Diego Souza.
Foi um lance sublime, ímpar e genial.
Diego caminhou pra bola com as passadas de Ademir da Guia, munido de muita vontade e grande inspiração.
E assim, como em 2008, ele novamente chamou a responsabilidade para si e num lance espetacular destruiu toda a empolgação dos cruzeirenses que tinham acabado de abrir o placar e dominavam o jogo.
Leves e largas passadas, e um totó na bola com um carinho extremo, mandando a redonda repousar no fundo das redes.
Estava no Filó, como inúmeras vezes gritou o falecido narrador Fernando Sasso de Minas Gerais e que teria muito orgulho de narrar um gol daqueles, premiando a genialidade de nosso camisa 7.
O goleiro cruzeirense, Fábio, nada pode fazer, pois foi traído pelo incomum, pelo imprevisível, que só os grandes e talentosos jogadores são capazes de fazer.
O lance individual e cheio de estilo, rendeu um dos lances mais bonitos do futebol brasileiro nesse ano, mas que está sendo deixado de lado por toda a imprensa, que nos dias de hoje, prefere qualquer tipo de "barraco" para garantir a venda de alguns exemplares a mais de jornal ou alguns pontinhos a mais no Ibope.
Fico triste pelo povo brasileiro, que se habituou a esse tipo de jornalismo sensacionalista e hoje em dia deixa de valorizar uma parte valiosa de um dos maiores patrimônios brasileiro que são as jogadas do nosso futebol.
Enquanto todos preferem discutir em vão a atuação do árbitro Evandro Rogério "Romão Leve", que já nos ajudou e nos prejudicou e nunca conseguiu ser realmente competente com o apito, eu prefiro me prender na magia do futebol, num lance rápido e decisivo que só os maiores conseguem executar.
Obrigado Mestre Didi, onde quer que você esteja, por ser uma lenda do futebol brasileiro.
E muito obrigado Diego Souza, por trazer um lance mágico, uma pintura, uma Folha-Seca de volta para os gramados. Teu futuro é gigante e a nação Palmeirense vai sentir muito a sua falta, quando os Europeus vierem reconhecer definitivamente seu valor, mas antes disso, marque eternamente seu nome nas alamedas do Palestra, como o craque do título brasileiro de 2009 e tente ouvir a torcida no fim do ano, quando será inevitável o assédio dos times de fora, pedindo sua permanência pra Libertadores de 2010.


Eu me antecipo, em nome da torcida Palmeirense: "Fica Diego!".
Veja abaixo, o vídeo da pintura de Diego Souza.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O hino mais lindo do mundo, o orgulho mais forte do universo.


Suado, sofrido, brigado, disputado, batalhado e conquistado.
Foram os 3 pontos mais gostosos desse campeonato, sem sombra de dúvida.
O jogo começou no domingo, quando nosso ex (e futuro)atacante foi "descoberto" numa pelada com a galera de uma de nossas organizadas.
O fogo foi colocado no coquetel molotov, era o sinal de que estaríamos na iminência de uma guerra só faltava lançá-lo contra o adversário.
Depois de muita polêmica no começo da semana, bola rolando e gol das "marias", na hora a espinha gelou e a garganta secou.
Aqueles 5x1 que levamos em 2007 ainda estava muito vivo em minha memória e o olho gordo e cheio de rimel do outro lado do muro com certeza começou a brilhar, mas por pouco tempo.
Num lance magistral, de quem sabe o que fazer com a bola, Diego Souza quebrou a espinha do goleiro Fábio, aquele que tenta aparecer com penteado a lá Sonic e protetor de dentes de lutador de boxe, empatando o jogo sem deixar tempo para o time mineiro comemorar, foi uma ducha de água fria neles e uma baita injeção de moral na nossa esquadra.
O jogo seguiu, cheio de polêmicas, cartões injustos, maior posse de bola para o Cruzeiro, lances assustadores correndo na frente de nossa abençoada meta e um time brigando contra um adversário de respeito e contra seu próprio nervosismo.
Mas bastou o segundo tempo comecar para Vagner Love, numa bobeada da zaga mineira nos colocar em vantagem, era o time da virada, era o artilheiro do amor.
Mas o pior estava por vir. O nervosismo aumentou assim como a pressão de nosso adversário que tentava de todas as maneiras empatar o jogo.
E num lance de pura afobação, Armero nos deixa com um a menos ao levar o segundo amarelo.
Mas calma! Uma pausa por favor, pois Adilson Batista precisava tirar seu principal atacante (que ja tinha tentado ser expulso ao atingir Wendel) para que ele saísse aplaudido pela sua torcida.
Não....os azuis vaiaram e muito, mas não era lá que estava a atenção do Gladiador e sim naquele pequeno espaço no belo estádio do Mineirão onde milhares de verdes saudavam aos gritos de "olê, olê, olê, Kleber, Kleber", o atacante, que ama e não nega o manto alviverde. Emoção pura e tenho certeza que esse sentimento correu nas veias dos 15 milhões de palestrinos ao redor do mundo.
Só que o jogo não tinha acabado e Muricy procurava trancar o Palmeiras enquanto Adilson empurrava o Cruzeiro. Foi um fim de jogo onde a adrenalina era servida junto com pão de queijo no estádio, verdadeiro treino de ataque contra defesa.
Mas só não avisaram o Cruzeiro, que aquela não era uma defesa qualquer, era a defesa que ninguém passa, fazendo sua parte e colaborando com a linha atacante de raça.
Raça que sobrou em nosso time, raça pra marcar os 3 pontos mais importantes desse Brasileirão.
Somos líderes e não me canso de ouvir nosso hino, pois soubemos levar de vencido e mostrar que esse time tem tudo pra ser campeão.
Perdemos quando podíamos e vencemos quando precisávamos e assim vai se forjando um time vencedor, que não tem medo de cara feia e sabe se impor.
Amanhã ouviremos muito, principalmente daquelas meninas que maquiaram o olho gordo, mas que terminaram a noite com ele borrado. Paciência, mas o choro é livre e os pontos estão no Palestra.
Se o juiz errou? Não sei e nem quero saber. Afinal, já fomos prejudicados tantas outras vezes que acho que isso é apenas uma compensação parcial daquilo que já nos foi tomado.
Agora se vocês me dão licença, quero ouvir nosso hino mais uma vez antes de ir dormir e sonhar mais um pouco com nosso nono título nacional. Sonho esse cada dia mais perto de se tornar realidade.
Pés no chão e que venha a próxima batalha.
Nos vemos no Palestra sábado e que o patético paranaense não se assuste com a força da torcida que canta e vibra pois mais uma vez ela vai cantar "E da-lhe dá-lhe Porco, seremos campeões, mais uma vez".
Eu acredito.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Na bagagem, a tranquilidade.


Jogamos pressionados na ultima rodada, precisávamos do resultado contra o pobre Vitória e nos perdemos, e perdemos, nos nossos próprios erros.
O caldo desandou e a pressão foi mais forte.
Nossa liderança foi ameaçada e queimamos toda a gordura que tinhamos. (em época pré-verão, não seria nada anormal os gordinhos, com todo o respeito diga-se de passagem, perguntarem a receita para isso, já que fizemos isso com tanta facilidade.)
A rodada 25 começou com os gauchos do Inter tomando um vareio em Salvador e nos enchendo de esperança por novos tropeços de nossos concorrentes diretos no domingo.
E no nosso dia, 20 de setembro, mais importante do que qualquer dia da independência ou proclamação da republica, nada mais gostoso do que ver a mídia tradicional e parcial ficar de cara com as meninas do Jd. Leonor se complicarem na frente do fraco e vulnerável time do Santo André.
Assumir temporariamente a liderança, que era dado como certo, se tornou mais uma vez em inumeras e criativas desculpas esfarrapadas para justificar a pipocada das donzelas coloridas, paciencia, tentem outras vezes porque continuamos líderes, firmes e fortes.
E assim, livres de pressão, vamos à BH, terra de maior concentração e botecos por metro quadrado do Brasil (dos quais fui frequentador por vários anos de minha vida....ô saudade).
Mas vamos livres da pressão alheia, que muito nos secará em mais uma peleja rumo ao eneacampeonato, mas da qual temos total capacidade para sairmos vencedores.
Cansamos de ouvir que todo jogo em um campeonato de pontos corridos é uma mini-final, mas esse jogo pode ser encarado como uma grande final.
Uma porque precisamos vencer fora de casa, coisa que não fazemos desde o dia primeiro de agosto (nove rodadas atrás) quando sapecamos mais uma vez aquele timinho de Recife que deu adeus a Libertadores/2009 nas mãos de São Marcos, outra porque time que quer levantar o troféu, precisa vencer jogos complicados fora de casa, hora em que um time campeão tem que fazer a diferença.
Temos totais condições de sair do gigante Mineirão com 3 pontos no bolso, mas para isso precisamos de disciplina tática e coragem para bater na hora certa.
Fácil não será, mas impossível menos ainda, afinal somos Palmeiras e nossa camisa impõe respeito em qualquer gramado por onde passe e que consegue resultados importantes quando colocado a prova. Vamos pra BH jogar no enorme campo do Mineirão sem medo da cara feia do time azul.
O que precisamos é saber utilizar nossas individualidades de Cleiton Xavier, Diego Souza e Vagner Love para fazer a diferença.
Dribles inesperados e chutes de longa distancia podem fazer a diferença e temos que abusar disso e deixar o futebol tático e burocrático um pouco de lado, precisamos ousar de forma consciente.
Acredito nos 3 pontos e espero que o time entre pra matar as marias, e se tivermos exito nessa árdua missão, ficaremos muito próximos do caneco que não vemos a 15 anos, afinal é a hora de reconsquistar a gordura perdida, é a hora de aproveitar os vacilos dos concorrentes diretos e abrirmos novamente alguns pontos do segundo colocado.
Vamos Palmeiras, quarta é uma das grandes finais desse chato brasileirão de pontos corridos, mas se é assim que querem que seja, é assim que venceremos e é assim que mostraremos quem é o maior vencedor de títulos nacionais.
2009, 1999, 1969, 1959, os numeros não mentem, temos sinergia com anos de final 9, e nada melhor do isso para conquistarmos nosso nacional de numero 9.
O Enea vem aí, e o grito tá pronto pra ser ouvido de norte a sul do Brasil.
Eu acredito.