
Jogamos pressionados na ultima rodada, precisávamos do resultado contra o pobre Vitória e nos perdemos, e perdemos, nos nossos próprios erros.
O caldo desandou e a pressão foi mais forte.
Nossa liderança foi ameaçada e queimamos toda a gordura que tinhamos. (em época pré-verão, não seria nada anormal os gordinhos, com todo o respeito diga-se de passagem, perguntarem a receita para isso, já que fizemos isso com tanta facilidade.)
A rodada 25 começou com os gauchos do Inter tomando um vareio em Salvador e nos enchendo de esperança por novos tropeços de nossos concorrentes diretos no domingo.
E no nosso dia, 20 de setembro, mais importante do que qualquer dia da independência ou proclamação da republica, nada mais gostoso do que ver a mídia tradicional e parcial ficar de cara com as meninas do Jd. Leonor se complicarem na frente do fraco e vulnerável time do Santo André.
Assumir temporariamente a liderança, que era dado como certo, se tornou mais uma vez em inumeras e criativas desculpas esfarrapadas para justificar a pipocada das donzelas coloridas, paciencia, tentem outras vezes porque continuamos líderes, firmes e fortes.
E assim, livres de pressão, vamos à BH, terra de maior concentração e botecos por metro quadrado do Brasil (dos quais fui frequentador por vários anos de minha vida....ô saudade).
Mas vamos livres da pressão alheia, que muito nos secará em mais uma peleja rumo ao eneacampeonato, mas da qual temos total capacidade para sairmos vencedores.
Cansamos de ouvir que todo jogo em um campeonato de pontos corridos é uma mini-final, mas esse jogo pode ser encarado como uma grande final.
Uma porque precisamos vencer fora de casa, coisa que não fazemos desde o dia primeiro de agosto (nove rodadas atrás) quando sapecamos mais uma vez aquele timinho de Recife que deu adeus a Libertadores/2009 nas mãos de São Marcos, outra porque time que quer levantar o troféu, precisa vencer jogos complicados fora de casa, hora em que um time campeão tem que fazer a diferença.
Temos totais condições de sair do gigante Mineirão com 3 pontos no bolso, mas para isso precisamos de disciplina tática e coragem para bater na hora certa.
Fácil não será, mas impossível menos ainda, afinal somos Palmeiras e nossa camisa impõe respeito em qualquer gramado por onde passe e que consegue resultados importantes quando colocado a prova. Vamos pra BH jogar no enorme campo do Mineirão sem medo da cara feia do time azul.
O que precisamos é saber utilizar nossas individualidades de Cleiton Xavier, Diego Souza e Vagner Love para fazer a diferença.
Dribles inesperados e chutes de longa distancia podem fazer a diferença e temos que abusar disso e deixar o futebol tático e burocrático um pouco de lado, precisamos ousar de forma consciente.
Acredito nos 3 pontos e espero que o time entre pra matar as marias, e se tivermos exito nessa árdua missão, ficaremos muito próximos do caneco que não vemos a 15 anos, afinal é a hora de reconsquistar a gordura perdida, é a hora de aproveitar os vacilos dos concorrentes diretos e abrirmos novamente alguns pontos do segundo colocado.
Vamos Palmeiras, quarta é uma das grandes finais desse chato brasileirão de pontos corridos, mas se é assim que querem que seja, é assim que venceremos e é assim que mostraremos quem é o maior vencedor de títulos nacionais.
2009, 1999, 1969, 1959, os numeros não mentem, temos sinergia com anos de final 9, e nada melhor do isso para conquistarmos nosso nacional de numero 9.
O Enea vem aí, e o grito tá pronto pra ser ouvido de norte a sul do Brasil.
Eu acredito.
Excelente texto, mostra realmente a paixão de um Palmeirense, mas também a razão, na análise perfeita do futebol do Palmeiras!
ResponderExcluirparabéns!