
Suado, sofrido, brigado, disputado, batalhado e conquistado.
Foram os 3 pontos mais gostosos desse campeonato, sem sombra de dúvida.
O jogo começou no domingo, quando nosso ex (e futuro)atacante foi "descoberto" numa pelada com a galera de uma de nossas organizadas.
O fogo foi colocado no coquetel molotov, era o sinal de que estaríamos na iminência de uma guerra só faltava lançá-lo contra o adversário.
Depois de muita polêmica no começo da semana, bola rolando e gol das "marias", na hora a espinha gelou e a garganta secou.
Aqueles 5x1 que levamos em 2007 ainda estava muito vivo em minha memória e o olho gordo e cheio de rimel do outro lado do muro com certeza começou a brilhar, mas por pouco tempo.
Num lance magistral, de quem sabe o que fazer com a bola, Diego Souza quebrou a espinha do goleiro Fábio, aquele que tenta aparecer com penteado a lá Sonic e protetor de dentes de lutador de boxe, empatando o jogo sem deixar tempo para o time mineiro comemorar, foi uma ducha de água fria neles e uma baita injeção de moral na nossa esquadra.
O jogo seguiu, cheio de polêmicas, cartões injustos, maior posse de bola para o Cruzeiro, lances assustadores correndo na frente de nossa abençoada meta e um time brigando contra um adversário de respeito e contra seu próprio nervosismo.
Mas bastou o segundo tempo comecar para Vagner Love, numa bobeada da zaga mineira nos colocar em vantagem, era o time da virada, era o artilheiro do amor.
Mas o pior estava por vir. O nervosismo aumentou assim como a pressão de nosso adversário que tentava de todas as maneiras empatar o jogo.
E num lance de pura afobação, Armero nos deixa com um a menos ao levar o segundo amarelo.
Mas calma! Uma pausa por favor, pois Adilson Batista precisava tirar seu principal atacante (que ja tinha tentado ser expulso ao atingir Wendel) para que ele saísse aplaudido pela sua torcida.
Não....os azuis vaiaram e muito, mas não era lá que estava a atenção do Gladiador e sim naquele pequeno espaço no belo estádio do Mineirão onde milhares de verdes saudavam aos gritos de "olê, olê, olê, Kleber, Kleber", o atacante, que ama e não nega o manto alviverde. Emoção pura e tenho certeza que esse sentimento correu nas veias dos 15 milhões de palestrinos ao redor do mundo.
Só que o jogo não tinha acabado e Muricy procurava trancar o Palmeiras enquanto Adilson empurrava o Cruzeiro. Foi um fim de jogo onde a adrenalina era servida junto com pão de queijo no estádio, verdadeiro treino de ataque contra defesa.
Mas só não avisaram o Cruzeiro, que aquela não era uma defesa qualquer, era a defesa que ninguém passa, fazendo sua parte e colaborando com a linha atacante de raça.
Raça que sobrou em nosso time, raça pra marcar os 3 pontos mais importantes desse Brasileirão.
Somos líderes e não me canso de ouvir nosso hino, pois soubemos levar de vencido e mostrar que esse time tem tudo pra ser campeão.
Perdemos quando podíamos e vencemos quando precisávamos e assim vai se forjando um time vencedor, que não tem medo de cara feia e sabe se impor.
Amanhã ouviremos muito, principalmente daquelas meninas que maquiaram o olho gordo, mas que terminaram a noite com ele borrado. Paciência, mas o choro é livre e os pontos estão no Palestra.
Se o juiz errou? Não sei e nem quero saber. Afinal, já fomos prejudicados tantas outras vezes que acho que isso é apenas uma compensação parcial daquilo que já nos foi tomado.
Agora se vocês me dão licença, quero ouvir nosso hino mais uma vez antes de ir dormir e sonhar mais um pouco com nosso nono título nacional. Sonho esse cada dia mais perto de se tornar realidade.
Pés no chão e que venha a próxima batalha.
Nos vemos no Palestra sábado e que o patético paranaense não se assuste com a força da torcida que canta e vibra pois mais uma vez ela vai cantar "E da-lhe dá-lhe Porco, seremos campeões, mais uma vez".
Eu acredito.
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